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O melhor guia independente para Lisboa
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O Elevador de Santa Justa é uma das atrações turísticas verdadeiramente únicas de Lisboa. Este elevador da era industrial do século XIX transporta os passageiros pelos 45 m que separam o bairro da Baixa do Largo do Carmo.
O Elevador de Santa Justa remonta a uma época em que o ferro forjado não era apenas um material de construção, mas também uma elegante forma de arte. A estrutura exterior é decorada com gloriosos arcos neogóticos e padrões geométricos, enquanto no interior, duas cabines de madeira polida transportam os passageiros com estilo.
Historicamente, o Elevador de Santa Justa era uma parte valiosa da rede de transporte público de Lisboa, mas hoje em dia é principalmente uma atração turística. Infelizmente, isso significa que sempre haverá uma longa fila para subir, e a tarifa é comparativamente cara, custando 6,20 €.
É possível caminhar até o topo do Elevador de Santa Justa pelas ruas ao redor, mas isso exige subir uma ladeira íngreme; as melhores rotas a pé são apresentadas mais adiante neste guia.
No topo do Elevador de Santa Justa fica um dos melhores mirantes do centro de Lisboa, com vistas panorâmicas sobre o bairro da Baixa. À noite, esse mirante se transforma em um dos locais mais românticos de Lisboa e costuma ficar cheio de casais apaixonados.
Na parte de trás do elevador, uma passarela contorna as ruínas da Igreja do Carmo até o Largo do Carmo, uma praça tradicional e charmosa. Há muito para você descobrir nessa área, incluindo o Museu Arqueológico, a Igreja do Carmo, o Museu da GNR e o badalado bar Carmo Rooftop.
Este artigo vai te ajudar a aproveitar ao máximo sua visita ao Elevador de Santa Justa e inclui como usá-lo pelo menor preço, como caminhar até o topo e detalhes das atrações nos arredores.
O elevador sobe sete andares por uma das colinas mais íngremes de Lisboa
A vista incrível do topo da torre com o castelo ao fundo
O Elevador de Santa Justa conecta a Rua de Santa Justa, no bairro da Baixa (GPS: 38.712, -9.139), ao Largo do Carmo, no Bairro Alto (GPS: 38.712, -9.140).
O elevador é operado pela Carris, a empresa de transporte público de Lisboa, e é identificado como a linha 54E. A viagem de ida e volta custa 6,20 €, e as passagens podem ser compradas na bilheteria na base do elevador.
O Elevador de Santa Justa funciona todos os dias, das 7h às 23h (verão) ou das 7h30 às 20h38 (inverno). Há cinco partidas a cada hora entre 9h e 19h, e esse número aumenta durante a alta temporada.
O topo do elevador é um local romântico à noite
O Elevador de Santa Justa foi construído como parte de um projeto em toda a cidade para ajudar os moradores de Lisboa a circular pelas muitas colinas íngremes da capital. Sua construção ocorreu em conjunto com a de três funiculares (Glória, Bica e Lavra), sendo o de Santa Justa o único elevador de transporte público.
Curiosidade: Curiosamente, um projeto semelhante foi realizado quase 100 anos depois, com a construção dos dois elevadores do Castelo e do funicular da Graça, que será inaugurado em breve.
1896 – A Câmara Municipal de Lisboa propôs a construção de um elevador vertical
1900 – Início da construção sob a direção de Raoul Mesnier du Ponsard
31 de agosto de 1901 – A passarela e a torre foram inauguradas pelo Rei Dom Carlos I
Final de 1901 – O motor a vapor usado para acionar o elevador foi instalado no topo da torre
10 de julho de 1902 – O elevador foi inaugurado e aberto ao público
1907 – Um motor elétrico substituiu o motor a vapor
2006 – Grande projeto de restauração e adição de recursos modernos de segurança
Contexto histórico: O mirante no topo da estrutura era o local original do motor a vapor que acionava o elevador. O motor a vapor não elevava as cabines diretamente, mas bombeava água para dois tanques situados abaixo delas, que eram conectadas por um cabo de aço. Conforme a água bombeada aumentava o peso da cabine superior, ela fazia a cabine inferior subir, com a velocidade sendo controlada por freios mecânicos. Esse motor a vapor foi substituído por um motor elétrico em 1907.
Praça do Rossio, vista do topo do Elevador de Santa Justa
O interior de madeira polida do elevador
O Elevador de Santa Justa é uma das atrações turísticas mais populares do centro de Lisboa; no entanto, a capacidade limitada das cabines (25 pessoas) faz com que ele esteja sempre cheio. Além disso, andar no elevador nos horários de pico não é uma experiência muito agradável, já que os passageiros ficam espremidos dentro da cabine devido à lotação máxima.
Se você quiser andar no elevador pela experiência, o ideal é ir logo cedo (antes das 9h30) ou no final do dia (de 30 minutos após o pôr do sol até o horário de fechamento). Se a sua única chance de andar no elevador for nos horários de pico, é melhor fazer o trajeto de descida, que é sempre muito mais tranquilo do que a subida.
Se você quiser usar o Elevador de Santa Justa apenas para chegar ao topo da colina e ao Largo do Carmo, costuma ser muito mais rápido ir a pé do que enfrentar a fila e subir de elevador. As rotas de subida pela estação de metrô Baixa-Chiado possuem escadas rolantes e eliminam trechos significativos da ladeira (detalhes sobre esses trajetos a pé mais adiante).
Se você quiser andar no Elevador de Santa Justa pela vista, é melhor subir a colina a pé e entrar no elevador pela passarela superior, que é gratuita.
Dica: Há três anos, havia um mirante bem no topo da torre, mas, devido às obras de reconstrução em andamento, ele foi fechado por segurança. No momento, o acesso ao nível onde o elevador desembarca é gratuito, e de lá se tem uma vista quase tão boa quanto a do topo.
O Elevador de Santa Justa faz parte, tecnicamente, da rede de transporte público de Lisboa e é administrado pela Carris, a empresa de transporte público. Isso significa que uma viagem no elevador está incluída no bilhete de transporte público de 24 horas ou pode ser paga com a tarifa “Zapping”; ambas as opções ficam muito mais baratas do que a tarifa de 6,20 € cobrada na bilheteria.
O bilhete de transporte público de 24 horas inclui todos os bondes, funiculares, metrô e ônibus de Lisboa e custa 7,25 €. A tarifa “Zapping” consiste em carregar créditos (entre 3 € e 40 €) em um cartão Navegante (0,50 € para a compra inicial) e reduz a tarifa do Elevador de Santa Justa para apenas 1,70 €. O chato é que tanto o bilhete de 24 horas quanto o Zapping só podem ser comprados em máquinas de autoatendimento nas estações de metrô. As estações de metrô mais próximas do Elevador de Santa Justa são a Baixa-Chiado ou a Rossio.
O bilhete de 24 horas oferece um excelente custo-benefício para um dia de passeio em Lisboa, pois, além do metrô, ônibus e bondes, ele também inclui os funiculares e os bondes históricos. Entre eles estão os três funiculares Glória, Bica e Lavra, o Elevador de Santa Justa e o charmoso bonde E28.
Dica de quem conhece: O Ascensor da Lavra é praticamente desconhecido pelos turistas e proporciona o passeio de funicular mais tranquilo e autêntico de Lisboa.
As escadas em caracol que levam ao nível superior e ao mirante
As longas filas na base do Elevador de Santa Justa não devem impedir você de visitar o Largo do Carmo e o mirante no topo do elevador.
O caminho mais curto até o topo é pela escadaria atrás das lojas da Rua do Carmo. A entrada fica escondida em um beco (GPS 38.71, -9.139) logo à esquerda/sul da loja Footlocker. Esse pode até ser o trajeto mais curto, mas exige subir muitos degraus e é um caminho meio sombrio.
Uma rota a pé mais agradável é seguir pela Rua do Carmo subindo a ladeira, virar à direita no shopping Armazéns do Chiado e depois virar à direita novamente na Calçada do Sacramento. A Calçada do Sacramento é outra ladeira íngreme.
Se você preferir evitar as ladeiras, pode entrar na estação de metrô Baixa-Chiado pelo acesso inferior, na Rua do Crucifixo (GPS: 38.710, -9.139), e subir pelas escadas rolantes até a saída superior, na Rua Garrett. De lá, a Rua Serpa Pinto e a Travessa do Carmo levam ao Largo do Carmo.
O mapa interativo mostra essas três rotas. O ponto 1 é a base do Elevador de Santa Justa e o ponto 2 é o Largo do Carmo. A linha verde mostra a rota mais curta pelas escadas, a linha amarela é o caminho a pé mais comum e a linha azul é a rota pelas escadas rolantes do metrô (observação: use o zoom para aproximar ou afastar e ver todos os pontos).
Outra rota, se você tiver o bilhete de transporte público de 24 horas, é subir a ladeira no Ascensor da Glória e depois descer caminhando.
Há muitas atrações interessantes no topo do Elevador de Santa Justa. Não se limite a subir o elevador, admirar a vista e descer logo em seguida.
Largo do Carmo
O Largo do Carmo é, sem dúvida, a praça mais encantadora de Lisboa e, historicamente, ficava em frente à imponente Igreja do Carmo. Esta praça agradável e sombreada tem um clima descontraído e cativante, repleta de cafés ao ar livre e um quiosque de bebidas tradicional (o Quiosque do Carmo).
No centro da praça fica o Chafariz do Carmo, que era por onde a água do aqueduto jorrava. O Largo do Carmo é sombreado por jacarandás, que são nativos do Brasil e, no final da primavera, florescem com suas características pétalas de cor lilás.
O Carmo Rooftop é um lugar badalado para tomar uns drinques à noite
A Igreja do Carmo
Antes do terremoto de 1755, a Igreja do Carmo era a maior e mais suntuosa das muitas igrejas de Lisboa, com imponentes arcos góticos, magníficos vitrais e uma extensa biblioteca com mais de 5.000 livros religiosos.
Hoje, as ruínas marcantes permanecem como um lembrete do terremoto devastador que ocorreu durante a festa de Todos os Santos (1º de novembro) e matou centenas de pessoas que lotavam a igreja quando o telhado desabou. Decidiu-se não reconstruir a igreja, para que servisse como um memorial permanente dos eventos trágicos ocorridos durante o terremoto.
Para visitar o interior da igreja, é necessário comprar um ingresso para o Museu Arqueológico do Carmo.
O lado leste da Igreja do Carmo visto do Elevador de Santa Justa
Museu Arqueológico do Carmo
O Museu Arqueológico do Carmo foi o primeiro museu de arqueologia de Portugal e fica dentro das ruínas da Igreja do Carmo. O museu foi criado para proteger artefatos importantes após a expulsão das ordens religiosas de Portugal em 1834.
O museu contém vários artefatos únicos e múmias assustadoras, mas o verdadeiro interesse é caminhar pelas ruínas da igreja gótica e pela capela e sacristia que sobreviveram ao terremoto.
O túmulo do rei Dom Fernando I na capela da igreja
Museu da Guarda Nacional Republicana
O Museu da Guarda Nacional Republicana está instalado no Comando Geral, o quartel-general da força policial GNR. Este pequeno museu detalha a história da GNR desde a sua fundação em 1911 e inclui veículos, uniformes e armas.
O edifício da GNR é importante na história moderna de Portugal, pois foi aqui que Marcelo Caetano, o líder do Estado Novo, se refugiou durante a revolução de 1974 e, mais tarde, declarou o fim do regime da varanda do edifício.
Igreja do Santíssimo Sacramento
Uma igreja surpreendentemente bonita que data de 1685, mas foi reconstruída após o terremoto de 1755. A igreja segue o estilo pompeiano típico encontrado em muitas outras igrejas do século XVIII, mas é única pela deslumbrante pintura em afresco que cobre todo o teto.
Palácio dos Condes de Valadares
O discreto edifício marrom-avermelhado na esquina sul do Largo do Carmo é o antigo Palácio Valadares. Este infeliz edifício foi destruído pelo terremoto de 1755 e, posteriormente, incendiado em 1798, após a sua reconstrução.
Antes de ser um palácio, o local abrigou a primeira universidade de Portugal (fundada em 1290), antes de ser transferida para Coimbra em 1537.
O Elevador de Santa Justa foi projetado por Raul Mesnier de Ponsard, aluno do grande mestre do ferro Gustave Eiffel, cuja glória máxima foi a magnífica Torre Eiffel. Ponsard, após estudar com Eiffel, retornou à sua cidade natal, Lisboa, para projetar sua obra-prima de ferro: o Elevador de Santa Justa.
Ao contrário da Torre Eiffel, o Elevador de Santa Justa realmente resolve um problema de Lisboa: como subir as colinas íngremes no calor do verão. O financiamento para o projeto foi fornecido pela corte real, e a construção começou em 1900.
A superestrutura gótica e a passarela superior foram inauguradas formalmente pelo Rei Dom Carlos I em agosto de 1901, mas, nessa fase, as cabines e o motor a vapor ainda não haviam sido instalados.
A inauguração oficial ocorreu em 10 de julho de 1902, após dois dias de testes apressados. O dia da abertura propriamente dita teve uma tempestade atípica, com chuva torrencial e raios, mas, ainda assim, mais de 3.000 ingressos foram vendidos no primeiro dia. Ao final do primeiro ano, mais de meio milhão de passageiros já haviam andado no elevador, tornando-o quase tão popular quanto a Torre Eiffel.
O elevador original era movido por um enorme motor a vapor, mas foi convertido para um motor elétrico muito mais seguro e limpo em 1907, que o move até hoje.
Em 1973, o Elevador de Santa Justa passou para o domínio público e foi incorporado à Carris, empresa estatal que também gerencia a rede de bondes e ônibus. Em 2002, o Elevador de Santa Justa e os três funiculares remanescentes (Lavra, Glória e Bica) foram classificados como Monumentos Nacionais.
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