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Elevador de Santa Justa, Lisboa: um guia para 2026

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O Elevador de Santa Justa é uma das atrações turísticas verdadeiramente únicas de Lisboa. Este elevador da era industrial do século XIX transporta os passageiros pelos 45 m que separam o bairro da Baixa do Largo do Carmo.

O Elevador de Santa Justa remonta a uma época em que o ferro forjado não era apenas um material de construção, mas também uma elegante forma de arte. A estrutura exterior é decorada com gloriosos arcos neogóticos e padrões geométricos, enquanto no interior, duas cabines de madeira polida transportam os passageiros com estilo.

Historicamente, o Elevador de Santa Justa era uma parte valiosa da rede de transporte público de Lisboa, mas hoje em dia é principalmente uma atração turística. Infelizmente, isso significa que sempre haverá uma longa fila para subir, e a tarifa é comparativamente cara, custando 6,20 €.

É possível caminhar até o topo do Elevador de Santa Justa pelas ruas ao redor, mas isso exige subir uma ladeira íngreme; as melhores rotas a pé são apresentadas mais adiante neste guia.

No topo do Elevador de Santa Justa fica um dos melhores mirantes do centro de Lisboa, com vistas panorâmicas sobre o bairro da Baixa. À noite, esse mirante se transforma em um dos locais mais românticos de Lisboa e costuma ficar cheio de casais apaixonados.

Na parte de trás do elevador, uma passarela contorna as ruínas da Igreja do Carmo até o Largo do Carmo, uma praça tradicional e charmosa. Há muito para você descobrir nessa área, incluindo o Museu Arqueológico, a Igreja do Carmo, o Museu da GNR e o badalado bar Carmo Rooftop.

Este artigo vai te ajudar a aproveitar ao máximo sua visita ao Elevador de Santa Justa e inclui como usá-lo pelo menor preço, como caminhar até o topo e detalhes das atrações nos arredores.

Elevador de Santa Justa

O elevador sobe sete andares por uma das colinas mais íngremes de Lisboa

Elevador de Santa Justa

A vista incrível do topo da torre com o castelo ao fundo

Informações turísticas do Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa conecta a Rua de Santa Justa, no bairro da Baixa (GPS: 38.712, -9.139), ao Largo do Carmo, no Bairro Alto (GPS: 38.712, -9.140).

O elevador é operado pela Carris, a empresa de transporte público de Lisboa, e é identificado como a linha 54E. A viagem de ida e volta custa 6,20 €, e as passagens podem ser compradas na bilheteria na base do elevador.

O Elevador de Santa Justa funciona todos os dias, das 7h às 23h (verão) ou das 7h30 às 20h38 (inverno). Há cinco partidas a cada hora entre 9h e 19h, e esse número aumenta durante a alta temporada.

Elevador de Santa Justa

O topo do elevador é um local romântico à noite

Uma breve história do Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa foi construído como parte de um projeto em toda a cidade para ajudar os moradores de Lisboa a circular pelas muitas colinas íngremes da capital. Sua construção ocorreu em conjunto com a de três funiculares (Glória, Bica e Lavra), sendo o de Santa Justa o único elevador de transporte público.

Curiosidade: Curiosamente, um projeto semelhante foi realizado quase 100 anos depois, com a construção dos dois elevadores do Castelo e do funicular da Graça, que será inaugurado em breve.

1896 – A Câmara Municipal de Lisboa propôs a construção de um elevador vertical
1900 – Início da construção sob a direção de Raoul Mesnier du Ponsard
31 de agosto de 1901 – A passarela e a torre foram inauguradas pelo Rei Dom Carlos I
Final de 1901 – O motor a vapor usado para acionar o elevador foi instalado no topo da torre
10 de julho de 1902 – O elevador foi inaugurado e aberto ao público
1907 – Um motor elétrico substituiu o motor a vapor
2006 – Grande projeto de restauração e adição de recursos modernos de segurança

Contexto histórico: O mirante no topo da estrutura era o local original do motor a vapor que acionava o elevador. O motor a vapor não elevava as cabines diretamente, mas bombeava água para dois tanques situados abaixo delas, que eram conectadas por um cabo de aço. Conforme a água bombeada aumentava o peso da cabine superior, ela fazia a cabine inferior subir, com a velocidade sendo controlada por freios mecânicos. Esse motor a vapor foi substituído por um motor elétrico em 1907.

Rossio plaza

Praça do Rossio, vista do topo do Elevador de Santa Justa

The polished wood interior of the Elevador de Santa Justa

O interior de madeira polida do elevador

Vale a pena andar no Elevador de Santa Justa?

O Elevador de Santa Justa é uma das atrações turísticas mais populares do centro de Lisboa; no entanto, a capacidade limitada das cabines (25 pessoas) faz com que ele esteja sempre cheio. Além disso, andar no elevador nos horários de pico não é uma experiência muito agradável, já que os passageiros ficam espremidos dentro da cabine devido à lotação máxima.

Se você quiser andar no elevador pela experiência, o ideal é ir logo cedo (antes das 9h30) ou no final do dia (de 30 minutos após o pôr do sol até o horário de fechamento). Se a sua única chance de andar no elevador for nos horários de pico, é melhor fazer o trajeto de descida, que é sempre muito mais tranquilo do que a subida.

Se você quiser usar o Elevador de Santa Justa apenas para chegar ao topo da colina e ao Largo do Carmo, costuma ser muito mais rápido ir a pé do que enfrentar a fila e subir de elevador. As rotas de subida pela estação de metrô Baixa-Chiado possuem escadas rolantes e eliminam trechos significativos da ladeira (detalhes sobre esses trajetos a pé mais adiante).

Se você quiser andar no Elevador de Santa Justa pela vista, é melhor subir a colina a pé e entrar no elevador pela passarela superior, que é gratuita.

Dica: Há três anos, havia um mirante bem no topo da torre, mas, devido às obras de reconstrução em andamento, ele foi fechado por segurança. No momento, o acesso ao nível onde o elevador desembarca é gratuito, e de lá se tem uma vista quase tão boa quanto a do topo.

Elevador de Santa Justa pink woman
Maneiras mais baratas de andar no Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa faz parte, tecnicamente, da rede de transporte público de Lisboa e é administrado pela Carris, a empresa de transporte público. Isso significa que uma viagem no elevador está incluída no bilhete de transporte público de 24 horas ou pode ser paga com a tarifa “Zapping”; ambas as opções ficam muito mais baratas do que a tarifa de 6,20 € cobrada na bilheteria.

O bilhete de transporte público de 24 horas inclui todos os bondes, funiculares, metrô e ônibus de Lisboa e custa 7,25 €. A tarifa “Zapping” consiste em carregar créditos (entre 3 € e 40 €) em um cartão Navegante (0,50 € para a compra inicial) e reduz a tarifa do Elevador de Santa Justa para apenas 1,70 €. O chato é que tanto o bilhete de 24 horas quanto o Zapping só podem ser comprados em máquinas de autoatendimento nas estações de metrô. As estações de metrô mais próximas do Elevador de Santa Justa são a Baixa-Chiado ou a Rossio.

O bilhete de 24 horas oferece um excelente custo-benefício para um dia de passeio em Lisboa, pois, além do metrô, ônibus e bondes, ele também inclui os funiculares e os bondes históricos. Entre eles estão os três funiculares Glória, Bica e Lavra, o Elevador de Santa Justa e o charmoso bonde E28.

Dica de quem conhece: O Ascensor da Lavra é praticamente desconhecido pelos turistas e proporciona o passeio de funicular mais tranquilo e autêntico de Lisboa.

spiral stairs Elevador de Santa Justa

As escadas em caracol que levam ao nível superior e ao mirante

Subindo a pé pela rota do Elevador de Santa Justa

As longas filas na base do Elevador de Santa Justa não devem impedir você de visitar o Largo do Carmo e o mirante no topo do elevador.

O caminho mais curto até o topo é pela escadaria atrás das lojas da Rua do Carmo. A entrada fica escondida em um beco (GPS 38.71, -9.139) logo à esquerda/sul da loja Footlocker. Esse pode até ser o trajeto mais curto, mas exige subir muitos degraus e é um caminho meio sombrio.

Uma rota a pé mais agradável é seguir pela Rua do Carmo subindo a ladeira, virar à direita no shopping Armazéns do Chiado e depois virar à direita novamente na Calçada do Sacramento. A Calçada do Sacramento é outra ladeira íngreme.

Se você preferir evitar as ladeiras, pode entrar na estação de metrô Baixa-Chiado pelo acesso inferior, na Rua do Crucifixo (GPS: 38.710, -9.139), e subir pelas escadas rolantes até a saída superior, na Rua Garrett. De lá, a Rua Serpa Pinto e a Travessa do Carmo levam ao Largo do Carmo.

O mapa interativo mostra essas três rotas. O ponto 1 é a base do Elevador de Santa Justa e o ponto 2 é o Largo do Carmo. A linha verde mostra a rota mais curta pelas escadas, a linha amarela é o caminho a pé mais comum e a linha azul é a rota pelas escadas rolantes do metrô (observação: use o zoom para aproximar ou afastar e ver todos os pontos).

Outra rota, se você tiver o bilhete de transporte público de 24 horas, é subir a ladeira no Ascensor da Glória e depois descer caminhando.

Atrações perto do Elevador de Santa Justa

Há muitas atrações interessantes no topo do Elevador de Santa Justa. Não se limite a subir o elevador, admirar a vista e descer logo em seguida.

Largo do Carmo
O Largo do Carmo é, sem dúvida, a praça mais encantadora de Lisboa e, historicamente, ficava em frente à imponente Igreja do Carmo. Esta praça agradável e sombreada tem um clima descontraído e cativante, repleta de cafés ao ar livre e um quiosque de bebidas tradicional (o Quiosque do Carmo).

No centro da praça fica o Chafariz do Carmo, que era por onde a água do aqueduto jorrava. O Largo do Carmo é sombreado por jacarandás, que são nativos do Brasil e, no final da primavera, florescem com suas características pétalas de cor lilás.

Largo do Carmo
Carmo Rooftop

O Carmo Rooftop é um lugar badalado para tomar uns drinques à noite

A Igreja do Carmo
Antes do terremoto de 1755, a Igreja do Carmo era a maior e mais suntuosa das muitas igrejas de Lisboa, com imponentes arcos góticos, magníficos vitrais e uma extensa biblioteca com mais de 5.000 livros religiosos.

Hoje, as ruínas marcantes permanecem como um lembrete do terremoto devastador que ocorreu durante a festa de Todos os Santos (1º de novembro) e matou centenas de pessoas que lotavam a igreja quando o telhado desabou. Decidiu-se não reconstruir a igreja, para que servisse como um memorial permanente dos eventos trágicos ocorridos durante o terremoto.

Para visitar o interior da igreja, é necessário comprar um ingresso para o Museu Arqueológico do Carmo.

Igreja do Carm

O lado leste da Igreja do Carmo visto do Elevador de Santa Justa

Museu Arqueológico do Carmo
O Museu Arqueológico do Carmo foi o primeiro museu de arqueologia de Portugal e fica dentro das ruínas da Igreja do Carmo. O museu foi criado para proteger artefatos importantes após a expulsão das ordens religiosas de Portugal em 1834.

O museu contém vários artefatos únicos e múmias assustadoras, mas o verdadeiro interesse é caminhar pelas ruínas da igreja gótica e pela capela e sacristia que sobreviveram ao terremoto.

Museu Arqueológico do Carmo
tomb  King Ferdinand

O túmulo do rei Dom Fernando I na capela da igreja

Museu da Guarda Nacional Republicana
O Museu da Guarda Nacional Republicana está instalado no Comando Geral, o quartel-general da força policial GNR. Este pequeno museu detalha a história da GNR desde a sua fundação em 1911 e inclui veículos, uniformes e armas.

O edifício da GNR é importante na história moderna de Portugal, pois foi aqui que Marcelo Caetano, o líder do Estado Novo, se refugiou durante a revolução de 1974 e, mais tarde, declarou o fim do regime da varanda do edifício.

Museu da Guarda Nacional Republicana

Igreja do Santíssimo Sacramento
Uma igreja surpreendentemente bonita que data de 1685, mas foi reconstruída após o terremoto de 1755. A igreja segue o estilo pompeiano típico encontrado em muitas outras igrejas do século XVIII, mas é única pela deslumbrante pintura em afresco que cobre todo o teto.

Igreja do Santíssimo Sacramento Lisbon church
Igreja do Santíssimo Sacramento Lisbon church

Palácio dos Condes de Valadares
O discreto edifício marrom-avermelhado na esquina sul do Largo do Carmo é o antigo Palácio Valadares. Este infeliz edifício foi destruído pelo terremoto de 1755 e, posteriormente, incendiado em 1798, após a sua reconstrução.

Antes de ser um palácio, o local abrigou a primeira universidade de Portugal (fundada em 1290), antes de ser transferida para Coimbra em 1537.

Palácio dos Condes de Valadares
A história do Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa foi projetado por Raul Mesnier de Ponsard, aluno do grande mestre do ferro Gustave Eiffel, cuja glória máxima foi a magnífica Torre Eiffel. Ponsard, após estudar com Eiffel, retornou à sua cidade natal, Lisboa, para projetar sua obra-prima de ferro: o Elevador de Santa Justa.

Ao contrário da Torre Eiffel, o Elevador de Santa Justa realmente resolve um problema de Lisboa: como subir as colinas íngremes no calor do verão. O financiamento para o projeto foi fornecido pela corte real, e a construção começou em 1900.

A superestrutura gótica e a passarela superior foram inauguradas formalmente pelo Rei Dom Carlos I em agosto de 1901, mas, nessa fase, as cabines e o motor a vapor ainda não haviam sido instalados.

A inauguração oficial ocorreu em 10 de julho de 1902, após dois dias de testes apressados. O dia da abertura propriamente dita teve uma tempestade atípica, com chuva torrencial e raios, mas, ainda assim, mais de 3.000 ingressos foram vendidos no primeiro dia. Ao final do primeiro ano, mais de meio milhão de passageiros já haviam andado no elevador, tornando-o quase tão popular quanto a Torre Eiffel.

O elevador original era movido por um enorme motor a vapor, mas foi convertido para um motor elétrico muito mais seguro e limpo em 1907, que o move até hoje.

Em 1973, o Elevador de Santa Justa passou para o domínio público e foi incorporado à Carris, empresa estatal que também gerencia a rede de bondes e ônibus. Em 2002, o Elevador de Santa Justa e os três funiculares remanescentes (Lavra, Glória e Bica) foram classificados como Monumentos Nacionais.

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